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Repensando Conceitos ...: Aprendendo com a cura de um leproso

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VOCÊ SABE O QUE É UMA BIBLIA



Resposta: A palavra “Bíblia” vem do latim e grego e significa “livro”, um nome apropriado, já que a Bíblia é o Livro para todas as pessoas, de todos os tempos. É um livro sem igual, sozinho em sua classe.

Sessenta e seis livros fazem parte da Bíblia. Eles incluem livros da lei, tais como Levítico e Deuteronômio; livros históricos, tais como Esdras e Atos; livros de poesia, tais como Salmos e Eclesiastes; livros de profecia, tais como Isaías e Apocalipse; biografias, tais como Mateus e João; e epístolas (cartas formais), tais como Tito e Hebreus.

O que é a Bíblia? – Os Autores

Cerca de 40 autores humanos diferentes escreveram a Bíblia. Ela foi escrita durante um período de 1500 anos. Os autores foram reis, pescadores, sacerdotes, oficiais do governo, fazendeiros, pastores e médicos. De toda essa diversidade surge uma unidade incrível, com temas em comum por todo o seu percurso.

A unidade da Bíblia deve-se ao fato de que, essencialmente, ela tem um Autor: Deus. A Bíblia é “Inspirada por Deus” (2 Timóteo 3:16). Os autores humanos escreveram exatamente o que Deus queriam que escrevessem, e o resultado foi a perfeita e santa Palavra de Deus (Salmos 12:6; 2 Pedro 1:21).

O que é a Bíblia? – As Divisões

A Bíblia é dividida em duas partes principais: O Velho Testamento e o Novo Testamento. Em resumo, o Velho Testamento é a história de uma nação, e o Novo Testamento é a história de um Homem. A nação foi a forma que Deus usou para trazer o Homem ao mundo.

O Velho Testamento descreve a fundação e preservação da nação de Israel. Deus prometeu usar Israel para abençoar o mundo inteiro (Gênesis 12:2-3). Uma vez que Israel tinha sido estabelecida como nação, Deus fez surgir uma família daquela nação através da qual a benção iria vir: a família de Davi (Salmos 89:3-4). Então, da família de Davi foi prometido um Homem que traria a benção prometida (Isaías 11:1-10).

O Novo Testamento detalha a vinda desse Homem prometido. Seu nome era Jesus, e Ele cumpriu as promessas do Velho Testamento por viver uma vida perfeita, morrer para tornar-se o Salvador e ressuscitar dos mortos.

O que é a Bíblia? – O Personagem Principal

Jesus é o personagem principal da Bíblia – o livro inteiro é sobre Ele. O Velho Testamento prediz Sua vinda e prepara o palco para Sua entrada ao mundo. O Novo Testamento descreve Sua vinda e Seu trabalho para trazer salvação a nosso mundo pecaminoso.

Jesus é mais do que uma figura histórica; na verdade, Ele é mais do que um homem. Ele é Deus em carne, e Sua vinda foi o evento mais importante da história do mundo. Deus Se tornou homem para nos dar um retrato claro e compreensível de quem Ele é. Como é Deus? Ele é como Jesus; Jesus é Deus na forma humana (João 1:14; 14:9).

O que é a Bíblia? – Um Curto Resumo

Deus criou o homem e o colocou em um ambiente perfeito; no entanto, o homem se rebelou contra Deus e deixou de ser o que Deus tinha planejado para ele ser. Deus colocou o mundo sob uma maldição por causa do pecado, mas imediatamente colocou em ação um plano para restaurar o homem e toda a criação à sua glória original.

Como parte do Seu plano de redenção, Deus chamou a Abraão para sair da Babilônia e ir para Canaã (mais ou menos 2000 A.C.). Deus prometeu a Abraão, a seu filho Isaque e seu neto Jacó (também chamado de Israel) que Ele iria abençoar o mundo através de um de seus Descendentes. A família de Israel emigrou de Canaã a Egito, onde eles passaram a ser uma nação.

Mais ou menos 1400 A.C., Deus guiou os descendentes de Israel a deixar o Egito sob a direção de Moisés e deu a eles a Terra Prometida, Canaã. Através de Moisés, Deus deu ao povo de Israel a Lei e fez uma aliança (testamento) com eles: se eles permanecessem fiéis a Deus e não seguissem a idolatria das nações ao seu redor, eles iriam prosperar. Se eles abandonassem a Deus e seguissem aos ídolos, então Deus iria destruir sua nação.

Mais ou menos 400 anos depois, durante os reinos de Davi e seu filho Salomão, Israel se solidificou em um reino grande e poderoso. Deus prometeu a Davi e Salomão que um Descendente deles reinaria como um Rei eterno.

Depois do reino de Salomão, a nação de Israel foi dividida. As dez tribos do norte se chamaram de “Israel”, e eles duraram mais ou menos 200 anos até que Deus os julgou por sua idolatria: Assíria levou Israel cativo mais ou menos 721 A.C. As duas tribos do sul foram chamadas de “Judá”, e elas duraram mais tempo, mas eventualmente também abandonaram a Deus. Babilônia levou eles cativo mais ou menos 600 A.C.

Mais ou menos 70 anos depois, Deus graciosamente trouxe o restante dos cativos de volta a sua própria terra. Jerusalém, a capital, foi reconstruída mais ou menos 444 A.C., e Israel mais uma vez estabeleceu sua identidade nacional. Dessa forma o Velho Testamento termina.

O Novo Testamento começa mais ou menos 400 anos depois com o nascimento de Jesus Cristo em Judá. Jesus era o Descendente prometido a Abraão e Davi; Aquele que iria cumprir o plano de Deus de redimir a humanidade e restaurar a criação. Jesus fielmente completou Sua tarefa: Ele morreu pelo pecado e ressuscitou dos mortos. A morte de Cristo é a base para a nova aliança (testamento) com o mundo: todo aquele que tem fé em Cristo vai ser salvo do pecado e viver eternamente.

Depois da Sua ressurreição, Jesus enviou Seus discípulos para anunciar as novas da Sua vida e Seu poder para salvar em todos os lugares. Os discípulos de Jesus saíram em todas as direções anunciando as boas novas de Jesus e da salvação. Eles viajaram pela Ásia Menor, Grécia e por todo o Império Romano. O Novo Testamento termina com uma profecia do retorno de Jesus para julgar o mundo incrédulo e libertar a criação da maldição.

Fonte: http://www.gotquestions.org/Portugues/que-Biblia.html













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Buscai o Senhor

UMA VEZ ME PERGUNTAVA, ONDE ESTAVA DEUS QUANDO MUITAS COISAS ACONTECIAM NA TERRA ?! ME VEIO A RESPOSTA RAPIDAMENTE DEUS ESTA NO MESMO LUGAR QUE ELE ESTAVA QUANDO OS CÉUS E A TERRA FORAM CRIADOS, MESMO LUGAR ESTE QUE QUANDO ELE CHAMOU O HOMEM PÁRA O SEGUIR E RESPEITAR, O HOMEM POR SI PRÓPRIO O NEGOU,A PARTIR DESTA NEGAÇÃO,NÓS OS HOMENS TEIMOSOS COMEÇAMOS  A NEGAR A DEUS.DEUS QUE AINDA POR AMOR A NÓS, DOOU  SEU FILHO JESUS E QUE ATRAVES DA CRUZ NOSSOS PECADOS FORAM PERDOADOS. ONDE MUITOS HOJE NÃO HONRA O QUE FORA  FEITO POR ELE,AMOR INCONDICIONAL" MUITAS PESSOAS ACHAM QUE SÃO SENHORES DE DE SI, MAS AO MENOS NEM PROCURARAM SABER O REAL MOTIVO DE ESTARMOS POR QUE ESTAMOS AQUI A RESPOSTA É SIMPLES DEUS ELE NOS AMOU E AINDA CONTINUA NOS AMANDO E AI?! ONDE ESTA O SEU AMOR POR ELE:QUANDO VOCÊ PRECISA DELE E O CHAMA POR NECESSIDADE? OU QUANDO VOCÊ TEM QUE FAZER ALGO QUE DEPENDE DE UM CERTO ESFORÇO  FISICO OU MENTAL AI VOCÊ LEMBRA DE CRISTO?!!!! ISAÍAS 55,6 NOS ADVERTE PARA QUE,"BUSCAI O SENHOR ENQUANTO SE PODE ACHAR,INVOCAI-O ENQUANTO ESTÁ PERTO" será que vai haver tempo para você voltar para o caminho dele... JESUS ESTA VOLTANDO
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Liberdade Cristã

A liberdade cristã

“Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro.” Gálatas 3:13


A obra da cruz estabeleceu uma Nova Aliança entre Deus e os homens. A velha aliança, que tinha uma função determinada, foi abolida e substituída por algo superior e eterno.

“De maneira que a lei nos serviu de aio, para nos conduzir a Cristo, para que pela fé fôssemos justificados. Mas, depois que veio a fé, já não estamos debaixo de aio.” Gálatas 3:24-25

Entendemos que a Lei foi ordenada por causa do pecado (Gal. 3:19), e os homens, por não ter sido ainda derramado o Espírito Santo, viviam consultando as ordenanças para conhecer a vontade de Deus em cada situação. O fato é que a Bíblia declara que a Lei não aperfeiçoou nada (Heb. 7:19), mas cumpriu seu limitado papel até que Cristo fosse revelado.

Porém, não devemos entender a Lei como sendo unicamente os dez mandamentos e todas as ordenanças mosaicas. Há muitas coisas que podemos incluir como ordenanças que não satisfazem a Deus. Não podemos viver por regras, seja qual for. Vivemos pela vontade revelada de Deus e não por ditames formais. A Nova Aliança, mediante a obra da cruz, operou este milagre:

“Porque esta é a aliança que depois daqueles dias Farei com a casa de Israel, diz o Senhor; Porei as minhas leis no seu entendimento, E em seu coração as escreverei; E eu lhes serei por Deus, E eles me serão por povo.” Hebreus 8:10

A abrangência da vontade revelada é infinitas vezes superior e mais abrangente que qualquer formalidade, nunca inferior. A Bíblia exorta a vivermos com o propósito de agradar a Deus, tendo procedimentos puros por causa Dele e não simplesmente por causa da avaliação dos homens e cumprimento de regras. Podemos citar como exemplos: a motivação de alguém ser um bom empregado, não por seguir regras, mas servindo como ao Senhor (Cl. 3:22); a motivação de a mulher ser submissa ao marido, como um ato para com Deus (Ef. 5:22) e a motivação do marido amar sua esposa, como Cristo amou a Igreja e deu sua vida por Ela (Ef. 5:25).

Outro grande exemplo disto é a relação do Cristão com as coisas do mundo. Paulo exorta contra as ordenanças humanas, alertando que estas não produzem a vida do Senhor.

“Se, pois, estais mortos com Cristo quanto aos rudimentos do mundo, por que vos carregam ainda de ordenanças, como se vivêsseis no mundo, tais como: Não toques, não proves, não manuseies?” Col. 2: 20-21

Alguém superficial pode imaginar que esta é uma palavra que legitima uma atitude de aceitação de coisas do mundo. Para reforçar seus pensamentos, partem para usar o conceito de liberdade cristã que Paulo fala em Gálatas:

“E isto por causa dos falsos irmãos que se intrometeram, e secretamente entraram a espiar a nossa liberdade, que temos em Cristo Jesus, para nos porem em servidão.” Gálatas 2:4
“ESTAI, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e não torneis a colocar-vos debaixo do jugo da servidão.” Gálatas 5:1

Porém, se formos atentos à mensagem bíblica, buscando conhecer a vontade revelada de Deus, não usamos trechos isolados, pois a Bíblia não foi escrita em capítulos e versículos, recursos que ajudam no seu estudo, mas que podem produzir enganos quando tirados do seu contexto.

Sob o ângulo da Nova Aliança, Paulo apenas está alertando os irmãos a não viverem por regras, e no caso da carta aos Gálatas, ele exorta aos irmãos a não viverem sob influência da lei mosaica, pois estavam guardando inúmeros preceitos que eram exclusivos da Velha Aliança, tais como a guarda do sábado e de outros rituais, os quais foram abolidos pela obra da cruz.

Os princípios neo-testamentários são firmes e abrangentes. Embora tenhamos ensinos específicos sobre o comportamento dos cristãos em relação às coisas do mundo, há um ensino claro dos princípios que devem nos guiar, os quais dispensam as regras e ordenanças:

“Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele.” I Jo 2:15
“PORTANTO, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus”. Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra; Porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus.” Col. 3: 1-3
“Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo.” Gal. 6:14


Até em coisas que não podem afetar a nossa fé, como a ingestão de algo que escandalize alguém, a Bíblia tem um princípio simples:

“Por isso, se a comida escandalizar a meu irmão, nunca mais comerei carne, para que meu irmão não se escandalize.” I Cor. 8:13

“Sigamos, pois, as coisas que servem para a paz e para a edificação de uns para com os outros. Não destruas por causa da comida a obra de Deus. É verdade que tudo é limpo, mas mal vai para o homem que come com escândalo. Bom é não comer carne, nem beber vinho, nem fazer outras coisas em que teu irmão tropece, ou se escandalize, ou se enfraqueça.” Rom. 14: 19-21

“Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus. Portai-vos de modo que não deis escândalo nem aos judeus, nem aos gregos, nem à igreja de Deus.” I Cor. 10: 31-32

A vida cristã fundamenta-se nos princípios da Nova Aliança. É algo muito profundo, pois a cruz não faz uma mudança superficial no homem, não faz melhoras, mas mata-o e o ressuscita em novidade de vida. O homem não passará a viver por regras, mas pela vontade revelada. Não há espaço para alguém imaginar que a Graça Redentora é inferior às exigências da lei, muito pelo contrário, no sermão do monte (Mat. 5 a 8), Jesus deixa claro que a cruz produz algo impossível a qualquer outro meio.

Vejamos mais alguns pontos abrangentes:

• Em relação às inclinações carnais 

“E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências.” Gal. 5:24

"QUE diremos pois? Permaneceremos no pecado, para que a graça abunde? De modo nenhum. Nós, que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele?" Rm. 6:1-2

• Em relação ao velho homem 

“Sabendo isto, que o nosso homem velho foi com ele crucificado, para que o corpo do pecado seja desfeito, para que não sirvamos mais ao pecado.” Rm. 6:6

• Em relação ao pecado

“No dia seguinte João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.” João 1:29

• Em relação ao mundo 

“Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo.” Gálatas 6:14

No meio dos cristãos sempre vamos ter os falsos e os verdadeiros. Temos opção de escolher a quem imitar, se aqueles que estão pervertendo a verdade ou aqueles que estão verdadeiramente buscando agradar ao Senhor. A liberdade cristã significa a vitória sobre o pecado. O cristão não precisa de regras para ser puro, pois o novo nascimento em Cristo gera uma atitude de só desejar as coisas celestiais. Esta é a verdadeira liberdade.

“Para que vos não façais negligentes, mas sejais imitadores dos que pela fé e paciência herdam as promessas.” Hebreus 6:12
“SEDE, pois, imitadores de Deus, como filhos amados”. Efésios 5:1
“SEDE meus imitadores, como também eu de Cristo.” I Cor. 11:1


Site Rei Eterno (http://reieterno.sites.uol.com.br)
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Tentação o que Fazer Quando ela chega?!


Tiago 1.12-18



       Tentação na Bíblia tem o sentido de colocar uma pessoa em prova, de submete-la a um teste árduo e espinho com o objetivo de mostrar a sua fraqueza, induzindo-a a um procedimento negativo.
       A Bíblia apresenta satanás como o tentador, ou seja, como aquele que sabe usar como ninguém mais as circunstâncias existenciais para induzir a pessoa na concretização de objetivos maléficos.
       A maior intenção do diabo não é, na verdade, nos fazer pecar, mas sim a de criar em nós uma sensação de ausência, de distanciamento, de Deus. Ao nos fazer sentir uma espécie de alienação espiritual em relação a Deus o diabo nos escraviza no pecado, Marcos 1.13, 1 Coríntios 2.5, Apocalipse 2.10, João 8.34 e Romanos 6.17-23 e 7.17.
       Em Mateus 6.13 o termo tentação tem o sentido de ação satânica para nos fazer pecar. Este termo aparece 21 vezes no N.T. e sempre tem o sentido de comprovar a qualidade, submeter à prova ou teste, com a intenção de induzir ao pecado.

Creio ser importante ressaltar sobre a tentação o seguinte.

  • A tentação surge da nossa presunção de força:

       A tentação se torna mais eficaz quando presumimos ter forças suficientes para não cairmos em pecado, ou para vence-la quando assim bem entendermos.
       A autoconfiança é um atalho para a derrota. Precisamos aprender a nos afastarmos da aparência do mal, bem como do próprio mal.
       O autoconhecimento e de nossas limitações, associado ao conhecimento de Deus e de sua Palavra nos ajuda para evitarmos a presunção de força em relação a tentação. Além disso, 1 Coríntios 10.12 nos alerta e nos ajuda para evitarmos a presunção de força que nos deixa vulneráveis à tentação.

  • A tentação nos cega:

       Quando somos tentados fazemos coisas que em circunstâncias normais jamais faríamos. A tentação obscurece a nossa visão e a nossa mente, nos fazendo enxergar as coisas sob um único prisma, o da satisfação pessoal e do prazer.
      Vemos no Salmo 73.1-3 que enquanto a visão do salmista estava presa na prosperidade dos ímpios ele se consumia de inveja.
       Em 2 Samuel vemos que enquanto a visão de Davi estava fixada na beleza física de Bate-Seba e no prazer sexual, ele não enxergou a maldição que cometera contra Deus, 2 Samuel 11.27. Somente depois de exortado espiritualmente pela Palavra de Deus, através do profeta Natã, foi que as vendas caíram de seus olhos e, arrependido, Davi confessou o seu pecado, 2 Samuel 12.13.
       Somente a Palavra de Deus nos faz recuperar a visão espiritual e nos auxilia a identificarmos a tentação e suas conseqüências em nossas vidas. Vale a pena ler os Salmos 32, 38 e 51, que Davi escreveu no momento de seu arrependimento, após ter recobrado a visão e consciência espiritual.

  • A tentação visa destruir a Palavra de Deus em nós:

       Não seria diferente. Se é a Palavra que nos esclarece, a tentação, que obscurece, atua contra ela. Na parábola do semeador fica evidente este aspecto da tenção, Lucas 8.6-13, pois o texto mostra claramente que na hora da tentação as pessoas que não estão enraizadas na Palavra se desviam.
       Quando a Palavra de Deus não esta enraizadas em nossos corações, e nós nela, temos as nossas próprias soluções para os problemas e os nossos próprios projetos para a vida. Nos consideramos senhores do nosso destino e acreditamos que os nossos métodos são melhores do que os de Deus.
       A tentação nos ataca fazendo com que a Palavra de Deus deixe de ser o manual de compreensão da realidade e do direcionamento para a nossa vida. Neste caso, a Palavra de Deus perde a relevância existencial e vivencial para nós e, por isso, cedemos às tentações.

  • A tentação visa a enfraquecer a nossa fé:

       Este aspecto é uma decorrência do anterior, pois quando a Palavra de Deus perde o significado para nós perdemos a fé, visto que a fé vem pelo ouvir a Palavra de Deus, Romanos 10.17 e Efésios 2.8.
       Essa questão se confirma na expressão de Davi, no Salmo 13.1, quando ele se lamenta do sentimento de ausência de Deus. Qual o Cristão sincero que, passando por um longo período de crise, não sentiu esse “abandono” de Deus? O segredo para não sucumbirmos é não perder a fé. O clamor angustiado de Davi revela a sua fé de forma vivida. Ele se dirige a Deus em seu lamento. Davi não busca auxilio humano. Apesar das perdas humanas ele permanece na fé.
       Satanás utiliza-se de todos os recursos para abater a nossa fé e para nos enfraquecer espiritualmente, induzindo-nos para direções erradas e nos desviando de Jesus, o autor e consumidor da fé, Hebreus 12.2.
Com relação a este tópico, recomendo a leitura do livro do profeta Habacuque e de Hebreus 10.19 a 11.40.

  • A tentação nos entristece:

       A tentação dói, gera tensão violenta e toca em questões vitais da nossa existência. O processo tentatório e a luta interior para não cedermos a tentação nos faz chorar lágrimas amargas, o mesmo ocorrendo quando caímos e chegamos a consciência de que não resistimos. Porém, a tristeza produzida pela tentação e temporária, embora amargurante e cruel, Gênesis 3.4-6, Salmo 32.3, Salmo 51.1, 8 e 12, Mateus 27.1-5 (remorso).
      A tristeza promovida pela tentação e tão intensa que pode desembocar numa depressão profunda, como no caso de Judas Iscariotes
       Podemos usar a tristeza provocada pela tentação de maneira positiva, glorificando e louvando a Deus por participarmos dos sofrimentos de Cristo.

Conclusão:

       Para encerrar, ao invés de recapitular tudo, apenas desejo fazer algumas considerações que creio relevantes sobre este tema. São elas:
  • A tentação é universal e inevitável. Todos, sem exceção, em todo o lugar, passam pelo crivo da tentação, João 17.15.
  • Apesar de Satanás nos tentar com a intenção de nos fazer sucumbir, devemos crer que os propósitos de Deus podem reverter a situação, Gênesis 50.20.
  • A tentação é sempre uma prova, um teste muito difícil, que testa a nossa resistência, a nossa fé, a nossa firmeza na Palavra de Deus, bem como a nossa própria concupiscência, Tiago 1.14-15.
  • Devemos orar como Jesus nos ensinou em Mateus 6.13 diuturnamente, ou seja, 1440 minutos por dia, se desejamos resistir e vencer a tentação.
  • Dentro do processo tentatório não existe o “não posso” ou o “eu resisto”, ou ainda o “eu venço essa”. Não podemos nada contra a tentação. É Deus quem nos capacita e não permite que o diabo nos destrua, 1 Coríntios 1.13.
  • Devemos parar com a atitude de fixarmos os olhos nas crises e na tentação, passando a fixar os nossos olhos em Deus e em Jesus Cristo, Salmo 3 e Hebreus 12.2.
  • Não temos como evitar a tentação, porém, podemos resisti-la e vence-la, em nome de Jesus, Tiago 
    Autor:  Pr Fernando Fernandes
    Pastor da 1ª Igreja Batista em Penápolis/ SP e Prof. no Seminário Teológico Batista de São Paulo. 
     
    4.7-10. FONTE;http://www.estudosgospel.com.br/esbocos/geral/o-cristao-e-a-tentacao.html
      

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"Estudo Sobre Carnaval a Festa da Carne

O Carnaval é uma festa anual que promove desfiles suntuosos e arrebata multidões para as ruas percorrerem as principais avenidas atrás de um carro de som (trio elétrico) ou dentro de um clube, extravasando suas emoções e suas paixões carnais, promovendo comilanças, extravagâncias, sensualidade, erotismo, exibicionismo e culto ao corpo,
liberalidade sexual (orgias = sexo desenfreado, sem compromisso, sem culpa e sem pudor), uso desenfreado de álcool e demais drogas (cocaína, êxtase, LSD, maconha, lança-perfume, crack, heroína, anfetaminas, alucinógenos, estimulantes, etc) e excessos em geral, além de muita violência e imoralidade.
Em suma, é um ato de total entrega, de transe e êxtase, de liberação de todas as tensões reprimidas e da envolvência absoluta entre o real e o fantástico. Nas luzes dos refletores e câmaras de TVs são focados os corpos desnudos das mulheres. Depois dessa imoralidade, há ainda os bailes funks onde igualmente ocorrem o uso de drogas e a prática de sexo livre. Tanto é assim que 99% dos resultados de pesquisa na Internet com a expressão “bailes funks” são pornografias e o caso do desaparecimento do repórter Tim Lopes (http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u52297.shl ehttp://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u54153.shl).
O carnaval como uma performance de transgressão e inversão do sistema de signos urbanos, desfaz o código cotidiano de relacionamento do sujeito coma cidade, estabelecido pelo compromisso produção/consumo e inventa uma semiótica determinada pelo excesso, pela ironia e pelo grotesco. Na imagem da cidade do carnaval é determinante a sintaxe da obscenidade, da orgia, da perversão simbólica.
O carnaval além de ser uma festa que contamina toda uma cidade, é uma forma de apropriação urbana que altera sensivelmente a imagem, a ordem e os valores que regem e fazem o estilo de vida dos outros dias do ano, fazendo da cidade o lugar de uma orgia coletiva. Se a cidade é o centro das operações mercadológicas do capitalismo, durante o ritual carnavalesco, ela é reorganizada, por um urbanismo perverso, para permitir a comercialização, consumismo e o desperdício do erótico, da libido, da violência, materialismo, supérfluo, luxúria e  vaidade. A cidade é percorrida pelo lúdico, pela sedução e até pela apelação direta ao sexo livre, como registra as campanhas dos preservativos. Uma estranha cidade portátil é construída dentro da antiga, tendo as barracas de bebidas alcoólicas como principal serviço urbano. Uma multidão consumidora e espetacular e um território fantasmagórico se erguem, subvertendo momentaneamente a aparente racionalidade urbana. Neste audacioso ritual de libertinagem, patrocinado pelo poder e pelo "bom senso" de uma sociedade indiscretamente moralista, a cidade é o palco da sedução e de total entrega, sem pudor, aos prazeres da carne.
Todo mundo pensa que o Carnaval é uma festa típica do Brasil. Mas toda essa farra/folia existe desde a Antiguidade e vem de muito longe. Por meio de suas festas tradicionais, as comunidades estreitam seus laços e mantêm sua identidade como grupo, celebrando também sua vida cotidiana. Em tempos remotos, o homem primitivo pedia aos deuses proteção e colheitas fartas, muitas vezes usando comida, bebida, música e dança como oferendas. Como a agricultura está relacionada ao ciclo das estações, essas celebrações se tornaram periódicas.
No Egito, festa da Deusa Ísis (http://geocities.yahoo.com.br/marcusu2/isis.html) e do Boi Apís (http://www.sergiosakall.com.br/africano/materia_egitomitologia.html e http://www.klepsidra.net/klepsidra16/egito-10.htm). Na Pérsia, festas da deusa da Fecundidade Naita e de Mira, deus dos Pastores. Na Fenícia, Festa da deusa da Fecundidade Astarteia. Em Creta, festa da Grande Mãe, deusa protetora da terra e da fertilidade, representada por uma pomba. Na Babilônia, as Sáceas, festas que duravam cinco dias e eram marcadas pela licença sexual e pela inversão dos papéis entre servos e senhores, e pela eleição de um escravo rei que era sacrificado no final da celebração.
Com o cristianismo, a Igreja Católica transformou alguns desses rituais pagãos em homenagens aos santos, conferindo a eles um caráter sagrado de acordo com os princípios cristãos. Vários elementos das antigas festas pagãs, porém, foram preservados.
No Brasil, a maioria das festas populares tem origem ibérica, africana e indígena e segue as datas do calendário católico. São comuns, nas festas populares baseadas no calendário religioso, manifestações de sincretismo afro-cristão, que fundem os orixás do candomblé com os santos católicos. Às vezes as festas coincidem com o calendário laico/civil.
O Carnaval tem sua origem no culto agrário praticado pelos povos da antigüidade, em que homens e mulheres mascarados, com corpos e rostos pintados com carvão e cobertos de peles e plumas, saiam em bandos para afastar os demônios das casas.
Quando o cristianismo chegou já encontrou as festas, ditas orgiásticas, no uso dos povos. Por seus caracteres libertinos e pecaminosos foram a princípio condenados pela Igreja Católica. Teólogos, doutores e Papas da Igreja Católica, como São Clemente de Alexandria (escritor e doutor da Igreja - 150 - 213 d.C.) TERTULIANO (teólogo romano - Cartago - 155 - 266 d.C., grande pensador polemista dos primeiros séculos da Igreja, combateu tenazmente o relaxamento dos costumes); SÃO CIPRIANO (Bispo e mártir. Padre da Igreja Latina, Cartago, iniciado no século III. Foi decapitado por ocasião das perseguições de Valério); Inocêncio II (Papa-Roma: 1130-1140), entre outros, foram contra o Carnaval.
O carnaval foi redirecionado e conduzido pela Igreja Católica durante muito tempo, mas aos poucos foi ficando fora de controle.
A história registra, em quase todas as culturas conhecidas, o emprego de máscaras durante cerimônias religiosas, folguedos de plantio e colheita e na representação das artes cênicas. Na África ela tinha função mística e terrífica. No Brasil era generalizado o seu uso entre indígenas, embora não tenha alcançado popularidade entre os colonizadores.
Nas Caraíbas, o uso de máscaras, penas, fantasias e instrumentos de percussão, bem como o hábito dos desfiles, teve origem em rituais africanos de cura, exorcismo de maus espíritos, obtenção de sorte e felicidade. Nos Barbados, Jamaica, Granada, Republica Dominicana, Haiti, Cuba, Saint Martin, Ilhas Cayman, etc., onde os coloridos desfiles são uma constante, são muitas e variadas as celebrações de Carnaval que podemos encontrar, muitas delas resultantes da fusão entre rituais africanos e tradições Europeias.
Pelo fato de muitas pessoas terem represadas em seu íntimo, inúmeras fantasias, ansiedades e desejos das mais diversificadas ordens (devido às imposições legais, religiosas, cristãs, morais, dos bons costumes, éticas, tabus, dogmas, etc), essas vontades incontidas, costumam ser exteriorizadas em momentos de maior permissividade, ou mediante o uso de máscaras para não serem reconhecidos, pois o indivíduo não se permite mostrar intimamente em função do medo/receio do julgamento alheio ou mesmo por conta do cerceamento promovido pela legislação humana em tempos ditos normais ou civilizados.
Dessa forma, é usual o abuso de bebidas alcoólicas (até como um agente "encorajador"), a atividade sexual infrene e irresponsável, assim como o uso de diversas substâncias estupefacientes, o que transforma esse período num "vencedor" disparado, em matéria de estatística do terror e do morticínio brutal: acidentes automobilísticos, assassinatos, suicídios, estupros e outros fatos lamentáveis comportam-se em um crescente nessas ocasiões. E essas estatísticas não costumam considerar outros infortúnios ocultos aos olhos da mídia em geral, tais como: a iniciação homossexual, o defloramento de adolescentes imaturas, as gravidezes indesejadas desaguando freqüentemente em abortos provocados, a disseminação das doenças sexualmente transmissíveis (inclusive a AIDS) e as ulcerações morais marcando profundamente certas almas desavisadas e imprevidentes. O fato é que se torna corriqueira a associação do desregramento sexual ao alcoolismo e outros tipos de toxicomania e destes com as desgraças mais mediatas ou mais tardias.
dança sempre foi um acessório cultual, entre os índios, nas religiões afro, no antigo Egito e em inúmeros cultos antigos. Mircea Eliade, historiador das religiões, afirma que a dança e a música de tambores eram parte indispensável dos cultos antigos.
Dez mil anos antes de Cristo, homens, mulheres e crianças se reuniam no verão com os rostos mascarados e os corpos pintados para espantar os demônios da má colheita em ritos de caráter orgíaco/sexual (simbolizando a fertilidade e produtividade do solo), deixando-se enlevar pela dança, pela festa e pela embriaguez. Vários povos já evocavam a Mãe Terra e outros deuses através de sacrifícios animais, relações sexuais sobre a terra arada, danças, cânticos e outras manifestações. Comemorava-se a chegada da primavera, agradecendo aos deuses pela volta do clima agradável e bom para a agricultura. As origens do carnaval têm sido buscadas nas mais antigas celebrações da humanidade, tais como as Festas Egípcias que homenageavam a deusa Isis e ao Touro ApisOs gregos festejavam com grandiosidade nas Festas Lupercais e Saturnais a celebração da volta da primavera, que simbolizava o Renascer da Natureza. Mas num ponto todos concordavam, as grandes festas como o carnaval estão associadas a fenômenos astronômicos e a ciclos naturais.
Com vestígios de cerimônias pagãs de uma antigüidade esquecida, o Carnaval surgiu de forma grotesca, brutal, de uma mistura ruidosa e colorida de crenças, costumes e tradições de fundo místico, envolvendo o antigo Egito e outras vetustas civilizações como a Grécia, Roma, China, a lendária Índia e África. Oriundo de rituais pagãos como as festas em honra a Baco (na mitologia romana, conhecido por Dionísio, na mitologia grega), Pan, Saturno e outros deuses e semideuses, mergulha as raízes de sua fantasia em recordações que se perdem nas brumas do passado, recuado nos tempos mais remotos.
Estudiosos divergem quanto a origem da palavra CARNAVAL. Para uns, a palavra CARNAVAL vem de CARRUM NAVALIS, os carros navais que faziam a abertura das Dionisías Gregas (ritual ao deus Dionísio que mais tarde foi celebrado em Roma como Baco, espalhando-se para os países de cultura neolatina) nos séculos VII e VI a.C., para outros, a palavra CARNAVAL surgiu quando Gregório I, o Grande, em 590 d.C. transferiu o início da Quaresma para quarta-feira, antes do sexto domingo que precede a Páscoa. Ao sétimo domingo, denominado de "qüinquagésima" deu o título de "dominica ad carne levandas", expressão que teria sucessivamente se abreviado para "carne levandas", "carne levale", "carne levamen", "carneval" e "carnaval", todas variantes de dialetos italianos (milanês, siciliano, calabres, etc..), em latim "carnem levare", modificada depois para "carne, vale!" (adeus, carne!) e que significam ação de tirar, quer dizer: "tirar a carne". Palavra originada entre os séculos XI e XII que designava a quarta-feira de cinzas e anunciava a supressão da carne devido à Quaresma. O povo passou a comemorar o começo da QUARESMA, bebendo e comendo, para compensar o jejum. Provavelmente vem também daí a denominação "Dias Gordos", onde a ordem é transgredida e os abusos tolerados, em contraposição ao jejum e à abstenção total do período vindouro (Dias Magros da Quaresma). A terça-feira. (mardi-grass), seria legitimamente a noite do carnaval. Seria, em última análise, a permissão de se comer carne (exceto a de peixe) antes dos 40 dias de jejum (Quaresma).
Afirmam alguns pesquisadores que a palavra CARNAVAL teria surgido em Milão, em 1130, outros dizem que a festa só teria o nome CARNAVAL na França, em 1268 ou, ainda na Alemanha, anos 1800. Uma outra corrente, essa menos conhecida, citada no livro - A Cultura Popular na Idade Média - contexto de François Rabelais, de Mikhail Bakhtin, diz que: "na segunda metade do século XIX, numerosos autores alemães defenderam a tese que a palavra carnaval viria de KANE ou KARTH ou "lugar santo "(isto é, comunidade pagã, os deuses e seus seguidores) e de VAL ou WAL ou morto, assassinado, que dizer procissão dos deuses mortos, uma espécie de procissão de almas errantes do purgatório identificada desde o século XI pelo normando Orderico Vital, como se fosse um exército de Arlequins desfilando nas estradas desertas buscando a purificação de suas almas. Essa procissão saía no dia do Ano Novo, durante a Idade Média".
Para uns, o vocábulo advém da expressão latina "carrum novalis" (carro naval), uma espécie de carro alegórico em forma de barco, com o qual os romanos inauguravam suas comemorações.
Em Roma, em glória ao deus Saturno (deus da agricultura), comemoravam-se as Saturnais. Esses festejos eram de tamanha importância que tribunais e escolas fechavam as portas durante o evento, escravos eram alforriados, as pessoas saíam às ruas para dançar. A euforia era geral. Na abertura dessas festas ao deus Saturno, carros buscando semelhança a navios saíam na "avenida", com homens e mulheres nus. Estes eram chamados os carrum navalis. Muitos dizem que daí saiu a expressão carnevale.
A história do carnaval, considerando os seus focos de iradiação, é dividida em quatro períodos históricos: o Originário, (4.000 anos  a.C. ao século VII a.C.), o Pagão, (do século VII a.C. ao século VI d.C.), o da Cristandade (do século VI d.C. ao século XVIII d.C.) e o Contemporâneo (do século XVIII d.C. ao século XX).
Depois do Egito, o primeiro, do segundo na Grécia e Roma Antigas e do terceiro, no Renascimento Europeu, particularmente em Veneza, o Carnaval encontra no Rio de Janeiro o seu quarto foco resgatando o espírito de Baco e Dionisus (o mesmo deus com nome de Baco na mitologia romana e Dionísio na mitologia grega).
Assim, o Primeiro Centro (foco, fonte) de Festa do Carnaval foi no Egito, há seis mil anos atrás, com cânticos e danças em torno de fogueiras, máscaras e adereços. Os foliões usavam máscaras e disfarces simbolizando a inexistência de classes sociais. Era celebração aos deuses pela fertilidade e colheita nas primeiras lavouras, às margens do Nilo.
O Segundo foco do Carnaval localiza-se na Grécia e em Roma (em homenagem aos deuses Baco [Bacanália, de onde vem a expressão Bacanal (suruba) -http://www.unilaboralcaceres.net/departamentos/latinygriego/Albumprado/PoussinLa%20Bacanal.jpg], Saturno [Saturnália -http://www.ancientworlds.net/aw/Thread/452274] e Pã [Lupercais, de onde vem a expressão pandemônio]), entre o século VII a.C. e VI d.C. É nessa época que sexo e bebidas se fazem presentes na festa em honra ao deus Dionisus (deus do vinho) com as celebrações dionisíacas.
ZAQUEU: Nome com que Dioniso (http://www.mondogreco.net/dioniso.htm) era conhecido, sobretudo, na Ásia Menor e em Creta. Zaqueu é o grande caçador que aparece em algumas peças de Esquilo, no século VI a.C..
Dionísio, mais conhecido entre nós como Baco (http://www.adccta.com.br/areas/cultural/grecia5.htm), era um deus bastardo para os pagãos. As suas raízes mais remotas encontram-se na Grécia Antiga, no culto a Dionísio, o deus da vindima, que mais tarde foi celebrado em Roma como Baco, espalhando-se para os países de cultura neolatina. Dionísio perambulara por muito tempo pela Ásia Menor até que, conta a lenda/mitologia, pelas mãos do sacerdote Melampo, introduziu-se nas terras gregas. Tornou-se um sucesso. Conforme as plantações de parreiras se espalhavam pelas ilhas da Grécia e pela região da Arcádia, mais gente o celebrava. Em todas as festas no campo ele se fazia cada vez mais presente. Por essa altura, já entronado como deus das vindimas, representavam-no como uma figura humana, só que de chifres, barbas e pés de bode, com um olhar invariavelmente embriagado, com a ânfora e com a taça.
Com as características, ora de deus da cultura do vinho e da figueira, ora simbolizado pela Hera e pelos Pinheiros, ora representados pelo bode, Dioniso, o deus da transformação e da metamorfose, que havia sido expulso de Olimpo, todos os anos, chegava à Grécia, aos primeiros raios de sol da primavera, acompanhado de um séquito de sátiros e ninfas sendo saudado pelos fiéis com música, danças, algazarras, vinhos, sexo e também violência que por vezes terminava em tragédia”.
PISISTRATO além de incentivar o culto a Dioniso entre os camponeses e lavradores organizou oficialmente as procissões dionisíadas onde a imagem do deus Dioniso era transportada em embarcações com rodas (carrum navalis) simbolizando que o deus havia chegado a Atenas pelo mar, puxadas por sátiros (semi deuses que segundo os pagãos tinham pés e pernas de bode e habitavam as florestas) com homens e mulheres nús, em seu interior. Seguindo o cortejo, uma multidão de mascarados, meio a um touro, que depois seria sacrificado, percorria as ruas de Atenas em frenéticas passeatas de júbilo e alegria. A procissão terminava no templo sagrado, o Lenaion, onde se consumava a hierogamia (o casamento do deus com a Polis inteira em procura da fecundação).
Consta que as primeiras seguidoras do deus Dionísio, há uns 3 ou 3,5 mil anos atrás, foram mulheres que viram nos dias que lhe eram dedicados um momento para escaparem da vigilância dos maridos, dos pais e dos irmãos, para poderem cair na folia "em meio a danças furiosas e gritos de júbilo". Nos dias permitidos, elas, chamadas de coribantes, saíam aos bandos, com o rosto coberto de pó e com vestes transformadas ou rasgadas, cantando e gritando pelas montanhas gregas. Os homens, transfigurados em silenos e sátiros, não demoraram em aderir às procissões de mulheres e ao "frenesi dionisíaco". A festança que se estendia por três dias, encerrava-se com uma bebedeira coletiva em meio a um vale-tudo pansexualista.
As BACCHANTES, sacerdotisas que celebravam os mistérios do culto a Dioniso, nesse tempo mais conhecido como BACO (é com o nome de  BACO que Dioniso entrou em Roma, daí alguns estudiosos afirmarem a origem italiana da palavra), ao invadirem as ruas de Roma, dançando, soltando gritos estridentes e atraindo adeptos em número crescente, causaram tais desordens e escândalos que o Senado Romano proibiu as BACANAIS, em 186 a.C..
Nas antigas Grécia e em Roma, entre o século VII a.C. e VI d.C., com as sociedades já organizadas em castas e rígidas hierarquias, com a nobreza, o campesinato e os escravos, nitidamente separados por classes acentuam-se as libertinagens e licenciosidades, provocadas, ao que se supõem, pela necessidade de válvulas de escape (era o culto ao corpo sem culpa da filosofia escolástica). Sexo, bebidas e orgias incorporam-se, definitivamente, às festas que, juntamente com o elemento processional e a inversão de classes, compõem o modelo que alguns autores consideram o fulcro estético e etimológico do carnaval.
Essas festas pagãs eram realizadas de 16 a 18 de dezembro (Saturnais - em honra a deus Saturno na mitologia grega absorvida por Roma, onde os Tribunais e escolas fechavam as portas, escravos eram alforriados, dançava-se pelas ruas em grande e igualitária algazarra) e 15 de fevereiro (Lupercais - em honra a Deus Pã, na Roma Antiga, dedicados à fecundidade). Os Lupercos, sacerdotes de Pã, saíam pelados, banhados em sangue de cabra, e perseguiam os transeuntes, batendo-lhes com uma correia.
Em março, os Bacanais homenageavam Baco (o deus grego Dionísio em versão romana), celebrando a primavera inspirados por Como e Momo, entre outros deuses.
Saturno, deus da agricultura dos antigos romanos, identificado como CRONOS pelos gregos, pregava a igualdade entre os homens e foi quem ensinou a arte da agricultura aos italianos. Também expulso do Olimpo, Saturno chegava com os primeiros sopros do calor da primavera e era saudado com festas e um período de liberação das convenções sociais. Durante as Saturnálias os escravos tomavam os lugares dos senhores. Não funcionavam os tribunais e as escolas. Os escravos saiam às ruas para comemorar a liberdade e a igualdade entre os homens, cantando e se divertindo em grande desordem. As casas eram lavadas, após os excessos libertários que aconteciam de 17 a 19 de dezembro (no hemisfério norte correspondia à entrada da primavera. Com a reforma do calendário e a inclusão de mais dois meses, julho e agosto, em homenagem aos imperadores romanos Júlio Cesar e Augusto formam empurrados para diante) seguiam-se a sua Purificação com as LUPERCAIS, festas celebradas em 15 de fevereiro, em homenagem ao deus Pã que matou a loba que aleitara os irmão Rômulo e Remo, fundadores de Roma. Os Lupercos, sacerdotes de Pã, saiam nús dos templos, banhados em sangue de cabra e depois lavados com leite e cobertos por uma capa de bode perseguiam as pessoas pelas ruas, batendo-lhes com uma correia. As virgens quando atingidas acreditavam se tornarem férteis e as grávidas, se tocadas, conseguiam livrar-se das dores do parto.
Suetônio conta que no tempo das Saturnais todos os participantes e os escravos podiam dizer verdades a seus senhores indo até ao extremo de ridicularizá-los do jeito que bem entendessem.
Dizem os mitólogos que os seus chifres de Pã representam os raios do Sol; a vivacidade de sua tez exprime o fulgor do céu; a pele de cabra estrelada que usa sobre o estômago representa as estrelas do firmamento; enfim os seus pés e as suas pernas eriçados de pêlos designam a parte inferior do mundo, - a terra, as árvores e as plantas. Em Roma, foi identificado ora com Fauno, ora com Silvano.
O terceiro Centro de festas do Carnaval fixou-se nas cidades de Nice, Roma e Veneza (bailes de máscaras do Renascimento) e passou a irradiar para o mundo inteiro o modelo de Carnaval que ainda hoje identifica a festa, com mascarados, fantasiados e desfiles de carros alegóricos.
Na Roma Antiga, pessoas mascaradas desfilavam em carros puxados por cavalos, com estrutura semelhante a barcos, sobre os quais homens e mulheres nus cantavam e dançavam frenética e obscenamente. Esses carros, chamados carrum novalis, podem ter inspirado o nome da festa (‘adeus à carne’, ou festa da carne). Hoje, os foliões percorrerem as principais avenidas atrás de um carro de som extravasando suas emoções e suas paixões carnais.
O Carnaval de Veneza, na Itália, é diferente em estilo, ritmo e espírito de qualquer outro carnaval. Já em suas raízes é uma celebração de elite, intelectualizada, embora hedonística. As fantasias e as famosas máscaras venezianas inspiram-se na elegância e bom gosto dos trajes dos séculos XVII e XVIII ou nas personagens da Commedia Dell´Arte, em que figuram os nossos conhecidos pierrôs, colombinas e polichinelos.
Commedia dell'arte - Conhecida também como Comédia de Máscaras, a Commedia Dell´Arte era composta por espetáculos teatrais em prosa, muito populares na Itália e em toda a Europa na segunda metade do século XVI até meados do século XVIII. O espetáculo era baseado no improviso dos atores, que seguiam apenas um esquema elaborado pelo autor para cada cena cômica, trágica ou tragicômica. Grandes atores criavam as ações e os diálogos diante do público. Tornaram-se famosas as figuras de Arlequim, do doutor, do capitão Spaventa, de Pulcinella, Pantalone e Colombina, entre outros, com seus tipos físicos regionais, com seus dialetos e temperamentos especiais, vestimentas e máscaras características.
Felipe, o Belo (1478 - 1505) costumava se mascarar no Carnaval. Carlos III, sofreu atentado no Carnaval, fantasiado de urso. O costume do uso de máscara se estendeu de tal maneira que, no século XVIII, em Veneza tornou-se, quase um hábito diário. O exagero chegou a tal ponto, com homens, mulheres e crianças permanentemente mascarados, que estimulou o crime.Os homens normalmente com longas capas e mascarados, ao praticarem um crime, impossibilitavam a polícia identificar os assassinos. Em conseqüência, o uso diário de máscara foi proibido. Os venezianos passaram a se mascarar só durante o carnaval, que, aliás chegava a durar um mês, ou, em festas e jantares, hábito este importado para a França.
No final do século XI, o Carnaval de Veneza aparecia nas crônicas como festejos que chegavam a durar até seis meses. Por essa época chegou-se até a regulamentar o uso das máscaras, que haviam invadido o cotidiano do povo veneziano. São comuns os relatos de abusos praticados atrás das máscaras durante e depois do carnaval de Veneza: desde a mais ingênua tentativa de sedução até o adultério; de pequenos furtos até homicídios. As autoridades proibiram o uso das máscaras no início do século XVII.
Após quase desaparecer no século XIX, o Carnaval de Veneza vem, desde 1980, sendo revivido e encorajado pelas autoridades. Atrai hoje mais de 100 mil pessoas que, apesar do frio e da ameaça das marés altas que freqüentemente inundam a praça de São Marcos, para ali convergem a fim de admirar o luxo das fantasias e das máscaras.
Em Veneza, nas belas mansões e palácios do Gran Canale, organizam-se também luxuosos bailes, regados a champanhe e animados por ruidosas orquestras. A alta sociedade internacional, afastada do burburinho das ruas, comparece aos salões dos hotéis de luxo, decorados a cada ano com temas retirados das óperas de Verdi. Neles dançam-se valsa, tarantela e até mesmo o samba, cada vez mais popular. O povo, por sua vez, concentrado na Praça São Marcos, se diverte de maneira bem mais desinibida.
O Carnaval totalmente Pagão começa oficialmente quando Pisistráto oficializa o culto a Dioniso na Grécia, no século VII  a.C. e, termina, dando origem à festividade apóstata, quando a Igreja Católica adota, oficialmente, o carnaval, em 590 d.C. e adquire suas características básicas, na Renascença. Termina no século XVIII, quando um novo modelo de carnaval (pós-moderno) começa a se delinear. O Carnaval moderno foi concebido para que as pessoas pudessem extravasarem (se esbaldarem com comidas, bebidas, festas e orgias) antes que chegasse o momento católico de consagração e jejum light (somente não comer carne, exceto a de peixe) que precede a Páscoa, ou seja, a Quaresma.
Os foliões, regados a bebidas alcoólicas e sexo sem limites enchem ilusoriamente o coração, num ato de total entrega,  transe e êxtase, de liberação de todas as tensões reprimidas realizam todas as suas fantasias, desejos e instintos animais e carnais na esperança ilusória de poderem neste curto espaço de tempo ceder sem nenhum temor a Deus, às suas luxurias e concupiscências, afinal, no Carnaval tudo é permitido/liberado, na ignorância de que na quarta-feira de cinzas confessando os seus excessos pecaminosos, através da figuração das cinzas em suas testas, terão os seus pecados perdoados como se Deus tivesse permitido, dado o seu aval para outros deuses serem venerados e adorados nesta celebração.
Por causa do teor ‘carnal’ da festa, ela foi perseguida pela igreja católica durante muito tempo, mas, com o tempo, passou a ser tolerada. Assim, antes de permitir o Carnaval, a Igreja Católica condenava a festa por seu caráter “pecaminoso”. No entanto, as autoridades eclesiásticas da época se viram num beco sem saída. Não era mais possível proibir o Carnaval. Foi então que houve a imposição de cerimônias oficiais sérias para conter a libertinagem. Mas esse tipo de festa batia de frente com a principal característica do Carnaval: o riso, a brincadeira, a libertinagem ...
É só em 1545, no Concílio de Trento, que o Carnaval é reconhecido como uma manifestação popular de rua. Em 1582, o Papa Gregório XIII transforma o Calendário Juliano em Gregoriano e estabelece as datas do Carnaval. O motivo da mobilidade da data é não coincidir com a Páscoa Católica, que não pode ter data fixa para não coincidir com a Páscoa dos judeus. No início, o carnaval era comemorado em 25 de dezembro, compreendendo os festejos do Natal, do Ano Novo e de Reis, onde predominavam jogos e disfarces. Na Gália, tantos foram os excessos que Roma o proibiu por muito tempo. Foi a Igreja que estabeleceu a data definitiva: sete domingos antes da Páscoa, geralmente entre 22 de março e 25 abril.
A civilização judaico cristã fundamentada na abstinência, na culpa, no pecado, no castigo, na penitência e na redenção renega e condena o carnaval e muito embora seus principais representantes fossem contrários à sua realização, no séc. XV, o Papa Paulo II contribuiu para a sua evolução imprimindo uma mudança estética ao introduzir o baile de máscaras quando permitiu que em frente ao seu palácio, na Via Lata, se realizasse o carnaval romano. Já no carnaval romano, viam-se corridas de cavalo, desfiles de carros alegóricos, brigas de confetes, corridas de corcundas, lançamentos de ovos e outros divertimentos. Como a Igreja proibira as manifestações sexuais no festejo, novas manifestações adquiriram forma: corridas, desfiles, fantasias, deboche e morbidez. Estava reduzido o carnaval à celebração ordeira, de caráter artístico, com bailes e desfiles alegóricos.
"O Carnaval é uma celebração que combina desfiles, enfeites, festas folclóricas e comilança que é comumente mantido nos países católicos durante a semana que precede a Quaresma. Carnaval, provavelmente vem da palavra latina "carnelevarium" (Eliminação da carne), tipicamente começa cedo no ano novo, geralmente no Epifânio, 6 de Janeiro, e termina em Fevereiro com a Mardi Gras na terça-feira da penitência (Shrove Tuesday)." (The Grolier Multimedia Encyclopedia, 1997. Traduzido por Irlan de Alvarenga Cidade).
Tudo isso era apenas pretexto para que os romanos e gregos continuassem com suas comemorações pagãs, apenas com outro nome, já que a Igreja Católica era quem ditava as ordens na época e não era nada ortodoxo se manter uma comemoração pagã em meio a um mundo que se dizia Cristão.
O Carnaval Originário tem como marco inicial a criação dos cultos agrários e, como ponto final a oficialização das festas a Dioniso, durante o reinado de Pisistrato na Grécia, de 605 a 527 a.C.
"Provavelmente originário dos "Ritos da Fertilidade da Primavera Pagã", o primeiro carnaval que se tem origem foi na Festa da deusa Osiris no Egito, o evento que marca o recuo das águas do Nilo. Os Carnavais alcançaram o pico de distúrbio, desordem, excesso, orgia e desperdício, junto com a Bacchanalia Romana e a Saturnalia. Durante a Idade Média a Igreja tentou controlar as comemorações. Pré-Cristãos medievais e Carnavais modernos tem um papel temático importante. Eles celebram a morte do inverno e a celebração do renascimento da natureza, ultimamente reúnem o individual ao espiritual e aos códigos sociais da cultura. Ritos antigos de fertilidade, com eles sacrifícios aos deuses, exemplificam esse encontro, assim como fazem os jogos penitenciais Católicos. Por outro lado, o carnaval permite paródias, e separação temporária de constrangimentos sociais e religiosos. Por exemplo, escravos são iguais aos seus mestres durante a Saturnália Romana; durante o carnaval fantasias sexuais e tabus sociais são, algumas vezes, temporariamente suspensos." (The Grolier Multimedia Encyclopedia, 1997. Traduzido por Irlan de Alvarenga Cidade).
O Carnaval é uma festa pagã que os católicos tentaram mascarar para parecer com uma festa cristã, assim como fizeram com o Natal e outros rituais e cerimônias pagãs. Os romanos adoravam comemorar com orgias, bebedices e glutonaria. A Bacchanalia era a festa em homenagem a Baco (o deus grego Dionísio em versão romana), deus do vinho e da orgia, na Grécia, havia um deus muitíssimo semelhante a Baco, seu nome era Dionísio, da Mitologia Grega Dionísio era o deus do vinho e das orgias. Veja o que The Grolier Multimedia Encyclopedia, 1997 diz a respeito da Bacchanalia, ou Bacanal (http://www.uco.es/~ca1lamag/Galerias/PUUSSIN%20Bacamal.JPG), Baco e Dionísio e sobre o Festival Dionisiano: "O Bacanal ou Bacchanalia era o Festival romano que celebrava os três dias de cada ano em honra a Baco, deus do vinho. Bebedices e orgias sexuais e outros excessos caracterizavam essa comemoração, o que ocasionou sua proibição em 186 dC." (The Grolier Multimedia Encyclopedia, 1997. Traduzido por Irlan de Alvarenga Cidade).
A Pintura “Triunfo de Baco y Ariadna” (http://cv.uoc.es/~991_04_005_01_web/fitxer/farnese2.jpg), de 1597, de Annibale Carracci:. Fresco. 600 x 1800 cm. Encontra-se no Palacio Farnese, em Roma (http://cv.uoc.es/~991_04_005_01_web/fitxer/perc68a.html).
"Da Mitologia Romana, Baco era o Deus do vinho e da orgia. O filho de Semele e Júpiter, Baco era conhecido pelos gregos como Dionísio. Sua esposa era Ariadine."
"Dionísio era o antigo deus grego da fertilidade, danças ritualísticas e misticismo. Ele também supostamente inventou o vinho e também foi considerado o patrono da poesia, música e do drama. Na lenda Órfica Dionísio era o filho de Zeus e Persephone; em outras lendas, de Zeus e Semele. Entre os 12 deuses do Monte Olimpo ele era retratado como um bonito jovem muitas vezes conduzido numa carruagem puxada por leopardos. Vestido com roupas de festa e segurando na mão uma taça e um bastão. Ele era geralmente acompanhado pela sua querida e atendido por Pan, Satyrs e Maenades. Ariadine, era seu único amor."
"O Festival Dionisiano era muitas vezes orgíaco, adoradores algumas vezes superavam com êxtase e entusiasmo ou fervor religioso. O tema central dessa adoração era chamado Sparagmos: deixar de lado a vida animal, a comida dessa carne, e a bebida desse sangue. Jogos também faziam parte desse festival." (The Grolier Multimedia Encyclopedia, 1997. Traduzido por Irlan de Alvarenga Cidade).
Foi na Idade Média que a folia se expandiu numa verdadeira orgia, num delírio total e loucuras coletivas. Um pandemônio! Na Itália da Renascença era uma festa de arte; na França, uma festa mística, extravagante e irônica, como a debochada festa dos loucos, diante da Catedral de Notre-Dame, em Paris. Enquanto isso, na Espanha eram realizadas Batalhas de Flores.
Há referências a comemorações na França, com vinho e sexo; na Itália, como é o caso de Nápoles, os cortejos costumavam levar um enorme falo (órgão sexual masculino) pelas ruas da cidade.
O mundo vibra de alegria com o fascinante Carnaval, um misto de realidade e fantasia, período em que os foliões celebram o majestoso reinado de Momo à sua maneira nas ruas e nos salões, com uma alegria espontânea e imprevista.
Sofrendo transmutações ao longo do tempo, tornou-se mítico, conquistando o mundo inteiro e acolhendo até o irreverente deus Momo, que havia sido expulso do Olimpo e que, uma vez na Terra, incorporou-se de carne e osso na figura soberba do Monarca da Folia, tornando-se o símbolo eminente do Carnaval brasileiro.
Século XVIII - Os Maracatus de Baque Virado ou Maracatus de Nação Africana, surgiram particularmente a partir do século XVIII. Melo Morais Filho, escritor do século passado, no seu livro "Festas e Tradições Populares", descreve uma Coroação de um Rei Negro, em 1742. Pereira da Costa, à página 215 do seu livro, "Folk Lore Pernambucano", transcreve um documento relativo à coroação do primeiro Rei do Congo, realizada na Igreja de Nossa Senhora do Rosário, da Paróquia da Boa Vista, na cidade do Recife. Os primeiros registros destas cerimônias de coroação, datam da segunda metade deste século nos adros das igrejas do Recife, Olinda, Igarassu e Itamaracá, no estado e Pernambuco, promovidas pelas irmandades de NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO DOS HOMENS PRETOS e de SÃO BENEDITO.
Também o galante Arlequim, palhaço das antigas comédias italianas; a graciosa Colombina e o sentimental Pierrô passaram a figurar no Carnaval, aparecendo ainda na simbologia carnavalesca o misterioso Dominó, contribuindo, assim, para imortalizar a grandiosa festa pelo mundo afora. Pelo menos, os famosos personagens, Pierrô, Colombina e Arlequim, foram eternizados através de canções carnavalescas.
No século XV, durante as festas do carnaval romano, o papa Paulo II gostava de apreciar as carruagens alegóricas que passavam diante do seu palácio, e, no reinado de Luiz XIV, o carnaval atingiu o seu esplendor na França. O magnífico soberano promovia festas carnavalescas em sua corte, onde chegou a se apresentar ostentando uma maravilhosa fantasia representando o Sol, ganhando então a pomposa denominação de Rei-Sol.
Nos séculos XV e XVI surgiram as máscaras públicas na Itália e já em fins do século XIX a Europa se orgulhava de possuir os mais belos carnavais do mundo, festejados em Roma, Veneza, Colômbia (SIC: certo seria a cidade alemã Colônia), Nápoles, Florença, Moscou, Munique, Lisboa e em outras cidades do Velho Mundo. O Carnaval tinha um caráter diferente entre os povos europeus, era uma miscelânea e o delírio da folia envolvia a todos: nobres e plebeus.
Contagiando pelo seu humor e ritmo, sonho, fantasia, realidade e irrealidade, o alegórico reinado de Momo se fixou em vários países e, de acordo com a opinião dos cronistas da época, era "leviano e licencioso", na França; "quase triste", na Inglaterra; "monótono e feio", na Rússia; "pesado e sensual", na Alemanha; "tumultuoso e alegre", na Espanha e "insípido e porco", em Portugal, através do Entrudo.
Nos tempos dos doges, o carnaval de Veneza era romântico e lírico, com serenatas e bailes mascarados. A festa veneziana tornou-se mundialmente famosa pela exclusiva comemoração nos canais, onde navegavam gôndolas iluminadas, além de contar com alegres arlequins, polichinelos e outros personagens da Comédia d'ell arte, que se concentravam na Praça de São Marcos.
Os primeiros desfiles alegóricos de Viareggio, na Região Toscana, remontam ao ano de 1873, transformando-se, com o correr do tempo, no maior centro carnavalesco da Itália, atraindo uma multidão de turistas para ver os desfiles de bonecos gigantescos. Em Portugal, a tradição carnavalesca foi mantida durante muito tempo nos arredores de Lisboa, cenário de corsos, batalhas de flores e do Zé Pereira, merecendo realce o carnaval do Estoril, com seus corsos floridos e desfiles alegóricos.
Na Alemanha, predomina o carnaval de Colônia, às margens do Reno, onde foi coroado o primeiro rei da folia em 1832, cuja atração é um desfile de enormes carões e mascarados. Em Munique também reina grande animação, onde, segundo a tradição da Bavária, a rainha do carnaval recebe uma coroa de salsichas, além da distribuição de muita cerveja para os seus súditos.
O carnaval de Luanda, em Angola, já teve o seu esplendor através de cortejos lembrando as cortes africanas, enquanto que o carnaval de Bâle, na Suíça, é muito divertido. O de Binche, na Bélgica, vem do século XVI, tendo como atração um fantástico cortejo de homens emplumados, iluminado por fogos de artifícios. Porém, o mais famoso carnaval da Europa é o de Nice, com uma monumental parada de carros alegóricos e gigantescas figuras movimentadas. A dinastia do seu Rei Carnaval vem de 1893, sendo que, em 1984, a majestosa festa carnavalesca da Riviera Francesa comemorou 100 anos. Até hoje é admirada e aplaudida pelas suas dimensões artísticas.
Na Rússia, a Maslenitsa dá adeus ao inverno, com corridas de esqui, patinação, danças com acordeão, balalaika, blinky masleye (panquecas amanteigadas) e, é claro, muita vodka.
No carnaval de Colônia, na Alemanha, as mulheres armam-se com tesouras e saem pelas ruas para cortar as gravatas dos homens.
Em Veneza, a tradição consagrou os fogos de artifício e foliões mascarados, inspirados na velha Commedia dell’Arte.
Na Bolívia, os mineiros de Oruro veneram a mãe-terra, Pachamama, dançando fantasiados de demônios.
Em New Orleans, nos Estados Unidos, uma torrente humana invade as ruas do French Quarter, na terça-feira do Mardi Gras, atrás de músicos que tocam toda a noite. O Carnaval de Nova Orleans é animado por grupos tocando o puro jazz. E, além do espetáculo visual dos carros alegóricos, conta com dois personagens reais, o King Rex (espécie de rei momo) dos brancos e o Rei Zulu, simbolizando a população negra através de personalidades como Luiz Armstrong (Satchmo), que liderou o setor do personagem preferido de todos em 1949.
Em Trinidad e Tobago, no mar do Caribe, o Carnaval é colorido e espetacular, conservando acentuada influência africana e chinesa, ao som do calipso tocado por bandas que desfilam pelas ruas, principalmente, em Port-of-Spain, com foliões ostentando vistosas fantasias, lembrando guerreiros, sacerdotes e deuses africanos, bem como mandarins e dragões da velha China.
O carnaval surgiu no Brasil em 1723, com a migração vinda das ilhas portuguesas da Madeira, Açores e Cabo Verde. Durante as festividades carnavalescas violentas, chamadas de Entrudo (palavra de origem latina que significa "entrada"), a diversão dos foliões era jogar água uns nos outros, loucas correrias, mela-mela de farinha, água com limão, sendo substituído depois pelas batalhas de confetes e serpentinas.
O carnaval em Portugal bebeu de muitos ritos pagãos ligados a celebrações da natureza, sobretudo de recomeço da vida purificada na Primavera, com a morte das culturas antigas e o germinar das novas. Por isso, enraizado no folclore português está o enterro de uma personagem, de um animal ou de uma coisa comum (o mais constante é o Enterro do Bacalhau), para depois se celebrar a vida, com danças, cortejos, muita cor, luz e música. Assim se vislumbram os motivos da morte que se projetam da festa da vida que é o Carnaval. Em muito locais, associado ao Enterro do Bacalhau, surge um Julgamento, que funciona como sátira à imposição eclesiástica de abstinência e jejum durante a Quaresma.
O Carnaval brasileiro é considerado o "maior do mundo", uma festa de muitas cores (como eram as Saturnálias -http://www.phantimage.net/gallery/osirius/pages/03BlowUp.htm), ritmo e sensualidade decantada em prosa e verso, principalmente no Rio de Janeiro, desde os tempos da Monarquia, embora a figura soberana do Rei Momo tenha surgido em pleno período republicano, quando foi aclamado pelos foliões cariocas com a mesma saudação das bacantes: - Evoé! Evoé!
Momo era o deus da galhofa e do delírio, da irreverência e do achincalhe, tendo sido expulso do Olimpo por seu comportamento zombeteiro.
Como o Carnaval português sempre foi muito diferente do de outros países europeus, acabou refletindo no jeito brasileiro de festejar até o século 19. Em Portugal, os festejos eram violentos, bárbaros. A festa do Momo ou entrudo, como era chamado, consistia em molhar as pessoas com água, jogar-lhes ovos, comida, farinha e lama.
Era semelhante ao que ocorria em Portugal - descritas pela Enciclopédia Portuguesa-Brasileira: "Pelas ruas generalizava-se uma verdadeira luta em que as armas eram os ovos de gema, ou suas cascas contendo farinha ou gesso, cartuchos de pós de goma, cabaças de cera com água de cheiro, tremoços, tubos de vidro ou de cartão para soprar com violência, milho e feijão que se despejavam aos alqueires sobre as cabeças dos transeuntes. Havia ainda as luvas com areia destinadas a cair de chofre sobre os chapéus altos ou de coco dos passantes pouco previdentes e até se jogava entrudo com laranjas, tangerinas e mesmo com pastéis de nata ou outros bolos. Em vários bairros atiravam-se à rua, ou de janela para janela, púcaros e tachos de barro e alguidares já em desuso, como depois se fez também no último dia do ano, no intuito de acabar com tudo de velho que haja em casa. Também se usaram nos velhos entrudos portugueses a vassourada e as bordoadas com colheres de pau etc."
Depois, apareceram as laranjinhas-de-cheiro e borrachas com água perfumada. Já no século XVIII, os foliões atiravam de tudo: ovos podres, pós de todos os tipos, tomates estragados, etc.
Isso só mudou quando D. João V impôs à festa um caráter religioso. Assim, em 1785, é realizado em Lisboa o primeiro baile de máscaras à moda francesa, para festejar o casamento do filho do rei, mais tarde D. João VI e Carlota Joaquina. No resto da Europa, o entrudo era ‘artístico’, com a presença de dançarinos e arlequins.
O entrudo era uma brincadeira violenta, que consistia em atirar baldes d'água, balões cheios de vinagre ou groselha, e pós como cal e farinha, com a intenção de molhar ou sujar as pessoas que passavam pelos foliões. A brincadeira foi proibida inúmeras vezes, mas ela só desapareceu no início do século 20, com a popularização do confete.
O entrudo incentivou a criação de uma festa em local fechado, para um público selecionado, que queria se divertir civilizadamente. Assim, surgiram em 1840 os bailes de carnaval, inspirados nos grandes bailes de máscaras realizados na Europa. O sucesso incentivou outras casas de espetáculos a promover seus próprios bailes. Hoje, essas festas não são tão elitistas, e as máscaras praticamente deixaram de ser usadas, pois os foliões não têm mais medo de ser reconhecidos na festa.
O Brasil já comemorou o Carnaval de diversas formas: entrudo, até meados século 19, baile de máscaras (e depois os concursos de fantasia) e corso (desfile de carruagens e automóveis em que saiam as famílias ricas).
No início, o entrudo, como em Portugal, era a festa dos povoados brasileiros, enquanto nos bairros ruas havia a festa de Reis em janeiro e as de Santo Antônio, São João e São Pedro, em junho. O entrudo, no Brasil, se dava entre famílias amigas, da mesma classe social, que produziam limões e laranjas de cera recheadas de água perfumada para os ‘ataques’ carnavalescos.
Só por volta de 1850 ocorreu a passagem do entrudo para o Carnaval. A festa foi batizada de ‘Carnaval Veneziano’, ‘Grande Carnaval’ e, finalmente, ‘Carnaval’. O primeiro baile de máscaras brasileiro foi realizado e 1840, mas o Carnaval só foi para a rua em 1850. Eram os bailes acompanhados por préstitos (desfiles de carros alegóricos animador por atrizes e mulheres ‘mundanas’) e cursos (destinados a senhoras de ‘boa índole’).
Aos poucos, o entrudo português foi sendo adaptado, ao assimilar as tradições africanas. A tradição dos desfiles tem origem nas reuniões de escravos, que organizavam cortejos com bandeiras e improvisavam cantigas ao ritmo de marcha. Aos escravos devem-se os ritmos e instrumentos de percussão usados no Carnaval brasileiro. No século XIX, os operários urbanos começaram a juntar-se em grêmios (associações profissionais), que continuaram e desenvolveram a tradição dos desfiles. Ao mesmo tempo em que se desenvolviam as futuras escolas de samba, institucionalizadas no Rio em 1935, as classes altas importavam da Europa os sofisticados Bailes de Máscaras e as Alegorias. Em 1870 foi criado o Maxixe, um tipo de música específico para o Carnaval.
No Brasil o carnaval é festejado tradicionalmente no sábado, domingo, segunda e terça-feira anteriores aos quarentas dias que vão da quarta-feira de cinzas ao domingo de Páscoa. Na Bahia é comemorado também na quinta-feira da terceira semana da Quaresma, mudando de nome para Micareta (carnavais fora de época). Esta festa deu origem a várias outras em estados do Nordeste, todas com características baiana, com a presença indispensável dos Trios Elétricos e são realizadas no decorrer do ano; em Fortaleza realiza-se o Fortal; em Natal, o Carnatal; em João Pessoa, a Micaroa; em Campina Grande, a Micarande; em Maceió, o Carnaval Fest; em Caruaru, o Micarú; em Recife, o Recifolia, etc.
Assim, no mês de dezembro, o “mês das festas”, como também é conhecido, há uma série de festas folclóricas, as Lapinhas, Reisados, Guerreiros, Autos, Pastoris, Bumba-meu-boi, Marujada, Carimbo, Afoxé, Boi de Carnaval, Frevo, Caboclinho, Maracatu,  Urso e Rei Momo.
O Corso - Percorria o seguinte intinerário: Praça da Faculdade de Direito, saindo pela Rua do Hospício, seguindo pela Rua da Imperatriz, Rua Nova, Rua do Imperador, Princesa Isabel e parando, finalmente na Praça da Faculdade. O corso era composto de carros puxados a cavalo como: cabriolé, aranha, charrete e outros. A brincadeira no corso era confete e serpentina, água com limão e bisnagas com água perfumada. Também havia caminhões e carroças puxadas a cavalo e bem ornamentadas, rapazes e moças tocavam e cantavam marchas da época dando alegre musicalidade ao evento. Fanfarras contratadas pelas famílias, desfilavam em lindos carros alegóricos.
As comemorações de Carnaval são anteriores ao surgimento do samba. Nos primórdios, o carnaval era dançando a moda européia, com músicas como a polca. Os participantes desfilavam ao som de óperas como Aída. No início do século, os desfiles se davam ao som de marchas-rancho. Nos bailes, podia-se ouvir valsas, marchas militares e xotes.
A origem do samba está nas danças e ritmos praticados pelos escravos africanos. Afirma-se que a palavra vem de semba, que significa umbigada em dialeto africano.
O samba surgiu da mistura de estilos musicais de origem africana e brasileira. O samba é tocado com instrumentos de percussão (tambores, surdos e timbau) e acompanhados por violão e cavaquinho. As raízes do samba foram fincadas em solo brasileiro na época do Brasil Colonial, com a chegada da mão-de-obra escrava em nosso país.
A festa começa na sexta-feira, quando o Rei Momo recebe, em praça pública, as chaves simbólicas da cidade, depois de desfilar, em carro aberto, com a rainha e princesas, pelas ruas centrais da cidade. A ordem de "alegria geral" do Rei é cumprida literalmente.
Esse ato é tradição da Roma pagã, onde a inversão de papéis sociais marcava o carnaval desde o Império Romano. Dionísio, deus do vinho, por exemplo, era festejado por gregos e romanos. Conhecido como Baco entre os romanos, ele servia de inspiração à farra desmesurada e ao erotismo do período momesco. Aliás, você já se perguntou por que o carnaval ganhou esse nome gozado? Gozado mesmo. Momo era o símbolo da irreverência e do delírio.
Na Roma Antiga, todos os anos, havia enormes festejos em honra ao deus do tempo, Saturno. Eram as saturnais, que envolviam pessoas de todas as classes, da nobreza aos escravos. Nessa ocasião, um soldado era coroado Rei Momo. Por dias a fio, ofereciam-lhe banquetes, bebidas, diversões a toda prova. Mas a alegria durava pouco... Ao final da festa, ele era brutalmente sacrificado. Era a "quarta-feira de cinzas" do Império Romano, a ruptura que marcava o retorno à rotina e aos papéis sociais de origem.
Confira o Samba enredo da Escola de Samba: Camisa Verde e Branco (de São Paulo) para o Carnaval 2006 - "Das vinhas aos vinhos - Do profano ao sagrado, uma viagem ao mundo do prazer com o néctar dos deuses" (http://noticias.uol.com.br/carnaval/2006/sp/esc_camisaverdeebranco.jhtm):

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